Na data em que celebramos o Dia das Mães, ministras e ministros visitam os textos bíblicos focados nas mães das histórias bíblicas. E logo encontram o texto de João 2.1-12 (NTLH) onde Maria pede insistentemente que Jesus transforme água em vinho. Como mãe ela não está preocupada com a falta de vinho. Ela desejava mostrar que o filho amado era capaz de fazer algo excepcional. Ela quis saborear o orgulho de ser mãe daquele moço. Nada mais maternal do que as mães contarem com orgulho e alegria as realizações do seus filhos e filhas.

Nos textos bíblicos encontramos outras mães. A que mais me comove é a narrativa da mãe cananéia. No episódio narrado no evangelho de Mt 15.21-28 (NTLH) Jesus demostrou assumir os preconceitos do seu povo com relação aos povos vizinhos ou estrangeiros. O encontro de Jesus com a mulher cananéia apresenta um Jesus excludente, preconceituoso. Demostra que Jesus não quer atender o pedido daquela mãe em favor da sua filha doente por ela ser estrangeira. Ele é enfático em afirmar que a salvação é para os israelitas. Ele chega ao ápice do preconceito ao compará-la com os cachorros. Esta comparação feita pelo líder autoriza aos discípulos a tomarem a atitude de expulsá-la do recinto.

Mas o inusitado acontece. A mãe não se dá por vencida. Ela se humilha aceitando a condição de cachorro embaixo da mesa. Ela ficará feliz como ficam os cães que encontram um migalha de pão embaixo da mesa. Mesmos os pets que hoje comem ração Premium ficam felizes com uma migalha de pão. É só o que ela quer, um migalha da ação de Jesus em favor da cura da sua filha. A sua fé é bem maior que um grão de mostrada. O seu argumento enternece Jesus que se converte ao seu pedido mesmo sendo ela uma mulher estrangeira. Ele reconhece a sua fé e lhe concede a cura da filha.

A mãe venceu o preconceito que cercava Jesus. Ele se converteu ao clamor daquela mãe desesperada, como desesperadas ficam as mães quando adoecem seus filhos e filhas. A conversão de Jesus à causa da mulher estrangeira nos faz pensar na força das mulheres. As mulheres com a maternidade multiplicam suas forças que se tornam exponenciais com a fé.

Na atualidade, podemos ver mães cruzando ou tentando passar fronteiras, fugindo da fome e de guerras em diversos países na África, na Ásia, América Latina e agora na Europa. Buscam a salvação da vida das suas filhas e filhos. Enfrentam todo o tipo de dificuldades.

Ao conseguirem outro lugar para viver, começam a sentir a exclusão e preconceito das pessoas, inclusive das que confessam a fé em Jesus. A experiência de Jesus com a mulher Cananeia nos ensina que a maternidade e a força da fé mudam ideias e vencem preconceitos. Algumas mães sucumbem vítimas do preconceito. Pelas nossas ruas, esquinas e sinaleiras mães venezuelanas, bolivianas, indígenas e africanas buscam a possibilidade de sobreviver e dar oportunidade de seus filhos e filhas se desenvolverem. Seu mais profundo desejo é contar com alegria e orgulho os feitos nem tão excepcionais de seus filhos e filhas.

Nós todos somos filhos e filhas e seguidores de um Jesus misericordioso que se converteu a causa da mãe estrangeira. E neste sentido, temos que agir em favor das mães que buscam salvação e vida para seus filhos e filhas. Será que somos capazes de nos convertemos como Jesus se converteu ao pedido da mãe cananeia? Que se transforme em ação o nosso olhar de filhos e filhas a todas as mães. Levantemos nosso vozes em favor delas e do amor que inspirado no amor divino defende a vida. Que todas as mães, como Maria, possam contar com alegria e orgulho os feitos excepcionais de seus filhos e filhas.

P. Carlos E. M. Bock - Pastor Sinodal

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