“Não há ninguém igual a ti; somente tu és Deus; não existe outro...” 

(II Samuel 7.22)


Na construção da história da humanidade, as pessoas sempre estão a buscar um “deus” que atenda minimamente às suas necessidades. 

Sabemos que a dimensão da espiritualidade é inerente a todos os seres humanos. Individualmente e também coletivamente essa dimensão da espiritualidade quer ser suprida. Por isso há uma busca continuada para dar uma resposta satisfatória. A variedade de credos e práticas religiosas “comprova” a força da espiritualidade inerente a todos os seres humanos. 

Cada credo e cada manifestação religiosa tenta convencer seus seguidores e praticantes de que a sua é a verdadeira “religião”. A proclamação da exclusividade de Deus, a partir de um determinado credo, sempre foi um grande desafio para o convívio fraterno e de tolerância entre as pessoas. 

A nossa geração está em meio a uma enorme quantidade de possibilidades para que a dimensão espiritual seja atendida. As tradicionais religiões estão presentes em todos os lugares do nosso planeta. Há, nesse sentido, uma oferta para a vivência da espiritualidade para todos os “gostos”. 

Daí advém a pergunta sobre como proclamar e afirmar a veracidade e exclusividade de Deus. Não é tão simples essa afirmação categórica do lema do mês de maio, haja vista que ainda é muito presente entre as pessoas a seguinte afirmação: “Todas as religiões levam a Deus”. 

Se afirmamos que o Deus dos cristãos é o único Deus e que não existe outro, isso tem consequências sobre como lidar e como se relacionar com pessoas que têm outra base para dar conta dessa dimensão da espiritualidade presente em todas as pessoas. 

Como cristãos, no ano 2019, estamos convencidos e certos de que não há ninguém igual a Jesus Cristo; que somente ele é Deus e não existe outro deus? Esta é a base fundante da vivência cristã em todos os tempos e em todos os lugares. 

Penso que temos boas razões para esse testemunho radical da exclusividade de Deus em Cristo Jesus, pois fomos convencidos de que não existe amor maior do que aquele que foi revelado (mostrado) ao mundo Nele. O foco está em seu sacrifício na Cruz como consequência da sua radicalidade para que todas as pessoas sejam igualmente consideradas em sua dignidade e em suas necessidades. Sua busca e insistência em não perder nenhum ser humano é algo muito presente em toda a sua vivência em meio ao povo. Por isso se tornou uma ameaça aos poderes dominantes. Todas as pessoas são consideradas nesse seu projeto de restabelecer no ser humano o seu verdadeiro sentido da vida. Experimentar que Jesus Cristo me quer bem e me ama e quer, dia após dia, me acompanhar e compartilhar a sua bondade e sua misericórdia, isto sim, me faz gritar em alta voz e com todo o meu ser: Não há ninguém igual a ti, senhor meu Deus. Somente tu és o meu Deus Salvador. Não há necessidade de que eu vá buscar em nenhum outro o que de ti recebo todos os dias, seja nos momentos difíceis bem como nos momentos bons da minha existência com todas as pessoas que compartilham sua história comigo. Quero manter esta confissão e continuar te seguindo em fidelidade, Senhor Jesus, em todas as fases da minha vida. 


P. Hardi Brandenburg 


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