No dia 10 de setembro de 2016, aconteceu o quinto encontro do curso “Vida no Limiar da Morte”, com o tema “Perdas, luto e a posição ética do cuidador – Qualidade de vida na morte em fase terminal”. O curso iniciou no primeiro semestre deste ano, numa parceria entre o Sínodo Nordeste Gaúcho e o Sínodo Rio dos Sinos. Além de conhecer e compartilhar experiências das pessoas que participam, traz uma aproximação entre todos para um bem maior: o cuidado para com o próximo. Nessa penúltima etapa do curso, houve a presença, no período da manhã, da psicóloga Ms. Simone Bracht Burmeister, que abordou o tema da perda e do luto e como lidar com estas questões. Nem sempre é simples recomeçar nossa vida quando perdemos alguém em nossa família, ou até mesmo uma pessoa querida, vizinha ou parente de mais longe. Mas é preciso viver esse luto e, aos poucos, começar a reorganizar nossa vida. Outro tema que foi abordado nesta etapa do curso foi a ética no cuidado com as pessoas. Você já se perguntou se você se acha uma pessoa ética? Devemos sempre  agir de acordo com princípios éticos; quando somos pessoas que lidam e cuidam de outras pessoas, precisamos ser éticos, corretos e cuidadosos, pois nós somos responsáveis por pessoas que estão frágeis, passando por um momento de dificuldade e enfermidade.

 Na parte da tarde, os participantes contaram com a presença do pastor e professor da Faculdades EST, Nilton Herbes. Ele falou sobre a posição ética do cuidador do ponto de vista da fé cristã. A partir desta perspectiva, os ouvintes do curso puderam refletir sobre as formas de morte que existem e que podem acontecer nos hospitais.  Foi colocado também que há diferentes métodos que são utilizados nos hospitais para que as pessoas possam ter uma morte digna, de acordo com a pessoa doente e com os princípios médicos e hospitalares. Outra questão abordada foi se as pessoas presentes já haviam pensado em como gostariam que fosse a sua morte. Talvez a pergunta seja estranha, mas é importante pensar em como queremos que seja a nossa morte. Será que é necessário prolongar nossos dias de vida entubados nas UTIs em meio a aparelhos, longe de nossos familiares e de nossa casa? Você acha esse tipo de morte uma morte digna? Morrer longe de quem você ama, longe de sua casa, sua família? Nossos últimos momentos deveriam ser de muita paz e tranquilidade. Fica o desafio para nós de dizer ou deixar registrado como as pessoas deveriam proceder conosco quando não pudermos mais responder por nós mesmos. Os palestrantes trouxeram essa consciência de que, em algum momento, podemos estar vulneráveis e precisaremos de ajuda. Mas devemos sempre dizer nossas vontades. E se cuidamos de alguém em situação de vulnerabilidade, devemos estar atentos à sua vontade e ser éticos em atender sua vontade, sem achar que aquilo que nós achamos correto é o correto para outra pessoa. Perceber as necessidades dos outros é um dos papéis principais de um cuidador ou cuidadora.

Jeferson Buss

 Formado em Liderança Comunitária com Ênfase Catequética pela ADL

 Estudante de Teologia

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