Mensagens

Senhas diárias:

22 de Ago. de 2017

2 Reis 13.23 – O Senhor Deus foi bondoso com os israelitas. Ele não deixou que fossem destruídos, mas ajudou-os por causa da aliança que havia feito com Abraão, com Isaque e com Jacó. Ele nunca esqueceu o seu povo.

Gálatas 3.29 – Já que vocês pertencem a Cristo, então são descendentes de Abraão e receberão aquilo que Deus prometeu.


Lema do mês:

Agosto de 2017

Atos 26.22 – Até hoje Deus tem me ajudado, e por isso estou aqui trazendo a sua mensagem a todos, tanto aos humildes como aos importantes.


Meditação do mês:

Agosto de 2017

Mas, alcançando socorro de Deus, ainda até ao dia de hoje permaneço dando testemunho tanto a pequenos como a grandes, não dizendo nada mais do que o que os profetas e Moisés disseram que devia acontecer...” Atos 26.22.

O Amor que liberta...

O apóstolo Paulo experimentava um novo período em sua vida. Após a ter a visão do Senhor Jesus, foi obediente em testemunhar o que havia acontecido com ele. Paulo, imediatamente começa a pregar a sua conversão. Falar do encontro com o Senhor e o que ele experimentava era sua obrigação. A sua nova vida precisava ser um testemunho para que outras pessoas viessem a crer em Cristo. Judeus e gentios eram o alvo da evangelização, e a salvação era anunciada tanto para judeus quanto para gentios.  A intenção do apóstolo era de que mais pessoas viessem a crer em Jesus. O apóstolo Paulo pregava que Jesus reafirmou aquilo que os profetas e Moisés disseram que devia acontecer (Atos 26.22). Jesus Cristo veio cumprir as promessas feitas  por meio dos profetas. Mas essas suas palavras desagradavam alguns, (pois jamais gentios teriam o mesmo direito que judeus e que aquele homem chamado Jesus seria o Messias) e foi por isso que apóstolo foi preso no templo e sujeito a linchamento. Porém, com a intervenção dos romanos, Paulo foi liberto, muito mais que liberto. Mediante o apoio e proteção dos romanos, havia a mão de Deus. O socorro de Deus o havia libertado e protegido.  Assim tem sido na vida de  cristãos e cristãs, na vida de  nossas comunidades.  Diariamente podemos perceber e testemunhar a ação libertadora do Senhor. Deus vem ao nosso encontro e nos acompanha em todos os momentos de nossas vidas, nos conhece e compreende.  O Senhor está conosco mesmo em momentos de dificuldades, desafios, tristezas e alegrias, sabe das nossas angústias, enfermidades e dores e por isso, podemos ter a certeza de que nunca nos abandona.   Conversando certa vez, como uma jovem mãe que acompanhava seu pequeno bebê nos tratamentos de quimioterapia, ela com lagrimas nos olhos e com o coração cheio de fé e de esperança me disse que quando o filho ficasse curado, iria testemunhar todos os dias e que também na sua comunidade não faltaria mais nenhum culto. Sua confiança na presença do Senhor está na frase que dela ouvi: “Deus está conosco, e os momentos ruins, de angustia e sofrimento vão passar.”.

O apóstolo experimentou e confiou na proteção de Deus quando esteve preso, em meio o seu sofrimento. Hoje, também precisamos ser libertados. São muitas as prisões onde somos colocados e por vezes, somos nós que as construímos.  Alguns sentimentos como o rancor, raiva, egoísmo, insensibilidade, mentiras, falta de perdão nos aprisionam. Uma vida fora do caminho do Senhor nos aprisiona. Quando não enxergamos além de nós mesmos, quando não ouvimos ou olhamos para o nosso próximo.  A palavra de Deus nos liberta, a comunhão com irmãos e irmãs nos liberta. Saber que temos um Senhor que nos ama, que nos acompanha e que transforma a nossa vida, o modo que vivemos e agimos. Saber que este Senhor nos perdoa, que dá nova chance para viver é libertador. Ao experimentarmos a graça e o perdão, já não podemos mais esconder ou guardar de nós mesmos o que recebemos de Deus, mas contar, nos alegrar e testemunhar para que outras pessoas ouçam e creiam no Senhor. Essa foi motivação que levou o apóstolo Paulo a falar e testemunhar, assim foi com a jovem mãe e que seja conosco!

Que o Espirito Santo nos ajude a confiar e crer no amor que cura e liberta!

 

Pastora Elfi Rehbein

Comunidade Evangélica de Confissão Luterana Maria Madalena em Alvorada

 


Palavra do Pastor Sinodal:

O pai Lutero
1 de Ago. de 2017

O jubileu da Reforma está nos fazendo encontrar várias facetas da vida de Lutero. Recuperações importantes têm sido feitas de sua vida pessoal e familiar. Catarina recebe justiça por seu trabalho e contribuição na Reforma. Os filhos e o jeito de Lutero lidar com eles ganha a atenção dos pedagogos e educadores.

Na minha tarefa na ABEFI, a paternidade e seu papel têm me levado a muitas reflexões. Trabalho com 220 crianças em situação de abrigamento institucional. Trabalho também com crianças e adolescentes de escolas de educação infantil e de escola comunitária.

Com as crianças e adolescentes dos abrigos lidamos com o abandono paterno real. O pai não protegeu nem cuidou. A família não conseguiu fazer o seu papel de afeto e cuidado por inúmeros fatores.  Nas escolas de educação infantil e no colégio, lidamos com muitos pais conscientes de sua paternidade. Mas há muitas incertezas na forma boa e saudável para exercê-la. A ausência paterna na educação causa vários problemas no desenvolvimento das crianças.

Lutero escreve, no dia 19 de junho de 1530, a seu filho João a seguinte carta:

A meu filho amado do coração, Joãozinho Lutero, em Wittenberg.

Graça e paz em Cristo!

Eu conheço um jardim muito lindo e divertido onde andam muitas crianças, vestidas de roupa dourada e que recolhem bonitas maçãs debaixo das árvores e peras, cerejas, nêsperas e ameixas, cantam, saltam e estão contentes. Também têm belos cavalinhos com arreios de ouro e selas de prata.

Perguntei ao dono do jardim de quem seriam as crianças. Ele respondeu: “São as crianças que gostam de orar, aprender e ser devotas”. Então falei: “Caro senhor, eu também tenho um filho, chamado Joãozinho. Será que ele também não poderia entrar no jardim?” Ao que o senhor respondeu: “Se ele gosta de orar, aprender e ser devoto, ele também pode entrar no jardim. O Lipe e o Justo também. E quando vierem todos, também eles vãos assobiar, ter tambores, alaúdes e toda espécie de instrumentos de corda e também vão dançar e atirar com pequenos arcabuzes”.

Ele me mostrou uma joia de gramado no jardim, especialmente para dançar. Ali havia apitos e tambores de puro ouro e excelentes arcabuzes de prata. Disse a ele: “Ah, caro Senhor, quero ir bem ligeiro e escrever todas essas coisas para o meu Joãozinho. Ele tem uma tia Lena; esta ele tem que trazer junto”. Então o homem falou: “Tudo bem, vai lá e escreve isso para ele”.

Portanto, querido Joãozinho, estude e ore sem vacilar e diga isso a Lipe e Justo também. Assim vocês vão entrar juntos no jardim. Deus o abençoe e dê lembranças à tia Lena e um beijo por mim.

Teu querido pai, Martinho Lutero.

Com a carta Lutero se fez presente, carinhosamente, em sua ausência. Mexeu com a imaginação de seu pequeno filho. Instruiu para que orasse, aprendesse e fosse devoto. Não se esqueceu dos amiguinhos que o Joãozinho amava, além dos familiares.

Desligar os aparelhos eletrônicos, sentar no chão, fazer jogos de tabuleiro, passeios de mãos dadas com os pequenos, mexer com sua imaginação contando histórias é fundamental para a sua boa formação.  Um pai falar de sua fé e de seus valores para seus filhos e filhas dá alicerce moral para o futuro adulto. Eles não querem largar os eletrônicos? Disponha-se para eles e proponha algo em que você esteja presente de corpo e alma e verá que aceitarão na hora.

Orar, aprender, ser devoto e não se esquecer dos amigos é bom, soube Joãozinho bem cedo em sua vida. Lutero dá-nos esse belo exemplo como pai! Em tempos de comemoração dos 500 anos da Reforma, resgatemos essa lição para nossas vidas. No Dia dos Pais, perguntemo-nos como podemos aprender com Lutero a agir como pais de confissão luterana!

P. Carlos Eduardo Müller Bock

IECLB

Contato

Rua Amadeo Rossi, 467 B - Bairro Morro do Espelho
São Leopoldo / RS - CEP 93030-220

(51) 3589 3821
(51) 3037 7527
(51) 999133 9052

faleconosco@sinodors.org.br

hand made by Schleder*