Mensagens

Senhas diárias:

18 de Jan. de 2018

Salmo 65.5 – Os povos do mundo inteiro, até os dos mares distantes, põem a sua esperança em ti.

Efésios 2.17 – Cristo veio e anunciou a todos a boa notícia de paz, tanto a vocês, os não judeus, que estavam longe de Deus, como aos judeus, que estavam perto dele.

Atos 15.22-31 * Deuteronômio 4.15-24

 


Lema do mês:

Janeiro de 2018

Deuteronômio 5.14 – O sétimo dia da semana é o dia de descanso, dedicado a mim, o seu Deus. Não faça nenhum trabalho nesse dia, nem você, nem os seus filhos, nem as suas filhas, nem os seus escravos, nem as suas escravas, nem os seus animais, nem os estrangeiros que vivem na terra de você.

 


Meditação do mês:

Janeiro de 2018

“O sétimo dia da semana é o dia de descanso, dedicado a mim, o seu Deus. Não faça nenhum trabalho nesse dia, nem você, nem os seus filhos, nem as suas filhas, nem os seus escravos, nem as suas escravas, nem os seus animais, nem os estrangeiros que vivem na terra de você.” Deuteronômio 5.14

Descanso também é serviço

Muitas pessoas têm orgulho em dizer: “Não tenho tempo! Sou uma pessoa muito ocupada.” Afirmam sua importância na sociedade porque produzem bastante. Mas, para que ela continue produtiva, engajada e criativa, necessita de pausas.

O ser humano pode sentir-se importante por meio de seu trabalho, mas, se não houver o descanso, logo surgirão problemas físicos e psicológicos, como o burnout, que é a “queima” da capacidade produtiva e criativa de alguém. As consequências disso atingem também as pessoas de seu convívio: sua família, seus colegas, sua comunidade.

Parece que as pessoas do século XXI não sabem descansar com qualidade. Para muitas, o dia de descanso se tornou um dia “útil”: de fazer compras, faxina, lavar o carro, adiantar o trabalho do escritório que se levou para casa... Isso pode até ser necessário em algumas circunstâncias, mas não deve tornar-se a regra. 

A sociedade cobra produção e resultados. Exige que façamos por merecer, nem que seja às custas de nossa saúde e de nossa paz interior. Qual o preço disso?

O monge alemão Anselm Grün afirma que muitas pessoas vivem como carregadores de fardos, olhando somente para o chão, e não veem a felicidade em torno de si.

O ser humano precisa de pausas para deixar seu coração usufruir de momentos de contemplação, para reavaliar qual é seu espaço e seu papel no mundo. Acima de tudo, precisa de tempo para conversar com Deus e alimentar sua fé.

Início de ano é tempo de descanso e planejamento. Aí vem a pergunta: O que é o mais importante na sua vida: saúde, família, lucro?

Os mandamentos nos lembram que o mais importante deve ser nosso relacionamento com Deus. Ele quer se relacionar com sua criação e reservou um dia especial para que o coração humano se reoriente, para que o corpo se restaure e as coisas da fé sejam priorizadas.

Por isso, o dia de descanso não quer ser um dia de ócio egoísta e preguiçoso, mas de encontro com Deus e com as outras pessoas. É um dia para o “serviço” que não é trabalho, mas que é servir com dedicação.

Não somos pessoas escravizadas, mas, sim, libertadas por Jesus Cristo do peso das obras para podermos servir a Deus e ao próximo. E isso inclui o cuidado e o amor consigo mesmo, por meio de uma pausa na rotina. 

Deus se alegra quando o ser humano dedica tempo para encontrar amigos e familiares, para contemplar o que é belo, para ouvir e meditar na sua Palavra.

O que Martim Lutero afirmou vale ainda hoje: “Não se pode servir a Deus somente com o trabalho, mas também com festas e descanso.”

Pastor Jaime Jung

 Comunidade Bom Pastor – Novo Hamburgo

 


Palavra do Pastor Sinodal:

Reflexos dos 500 anos da Reforma
1 de Jan. de 2018

            Numerosos foram os eventos relacionados aos 500 anos da Reforma. Na celebração realizada em São Leopoldo, fui convidado a trazer uma mensagem. De início, mencionei que, nos dias anteriores, havia me acompanhado uma pergunta intrigante, que jamais fizera antes: o que teria acontecido se, no dia 31 de outubro de 1517, há exatamente 500 anos, Martim Lutero tivesse pregado as suas 95 teses na parte de dentro da porta da igreja do castelo de Wittenberg?

            Suas teses teriam o mesmo alcance? Certamente sim. Porque a causa não era sua, mas de Deus. Mas teriam levado bem mais tempo para alcançar o impacto que tiveram. Imagino que inicialmente teriam sido um riquíssimo estudo bíblico. Ou uma profunda pregação. Ou uma belíssima aula de Teologia.

            Percebo, na grande movimentação que ocorreu no contexto dos 500 anos da Reforma, que nos últimos anos fomos como nunca para as ruas, praças e locais públicos. Nunca estivemos tanto na mídia como nos últimos meses.

            Durante muitos anos e décadas, nós, luteranos, comunicamos as verdades que fundamentam a nossa vida em nossos templos e igrejas, em centros comunitários, em locais e ambientes fechados. Em outras palavras: “pregamos nossas teses no lado de dentro de nossas portas”.

            Aprendamos também essa lição de Martim Lutero! Ele pregou as 95 teses no lado de fora da porta da igreja! Porque ele queria que o tema das indulgências, do comércio em torno do perdão dos pecados, fosse debatido publicamente.

Por terem sido tão relevantes – e por terem sido pregadas na parte de fora da porta da igreja – cativaram pessoas, espalharam-se com rapidez fantástica, revolucionaram a vida de muita gente, trouxeram grandes mudanças para a sociedade, mudaram o mundo.

Suas teses provocaram um movimento que transformou a História da Igreja. A Teologia, que é o estudo da Palavra de Deus e de sua influência no mundo, nunca mais foi a mesma.

 Mas não só Igreja e Teologia mudaram com o movimento da Reforma. Outras áreas tiveram transformações fantásticas.

A Educação, por exemplo. Necessária e acessível para todas as pessoas. Como Igrejas da Reforma, sempre cultivamos essa marca.

Outra área é a da Ação Social, também tão presente e fortalecida ao longo desses 500 anos.

Influenciadas foram a Política, a Economia, a Administração Pública. Tanto que o lema da IECLB para o próximo ano é: Igreja – Economia – Política.

            O movimento da Reforma teve influência nas Artes, em especial na Música, na Literatura. Também na Linguística. Na Filosofia.

            Lutero também fez uso das mais novas e poderosas mídias de seu tempo. Seus textos impressos multiplicaram-se espantosamente. Continuemos a investir, ainda mais do que já fazemos, na área da Comunicação, fazendo uso, também nós, das fascinantes mídias que estão ao nosso alcance.

            A Reforma promoveu a cidadania. Colocou a Bíblia ao alcance de todas as pessoas. Valorizou cada pessoa na sua profissão. Na Ética, a partir da Reforma, há muito a dizer. Nós temos muito a dizer, a tornar público.

Passados esses momentos festivos, não voltemos apenas ao nosso convívio interno, pregando nossas teses somente na parte interna das portas de nossos templos. Seguindo o gesto de Lutero, somos desafiados a pregar as verdades em que cremos na parte de fora das portas de nossas igrejas! Além, é claro, de trabalhá-las internamente. Coloquemos os valores que nos movem a partir do Evangelho, também em locais públicos, praças e ruas.

 

IECLB

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