Mensagens

Senhas diárias:

18 de Out. de 2018

1 Samuel 17.37 – Vá, e que o Senhor Deus esteja com você!

1 Coríntios 10.31 – Quando vocês fazem qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus.

1 Coríntios 14.26-33 * Apocalipse 3.1-6


Lema do mês:

Outubro de 2018

Salmo 38.9 – Ó Senhor, tu sabes o que eu desejo, pois ouves todos os meus gemidos.


Meditação do mês:

Outubro de 2018

                 Ó Senhor, tu sabes o que eu desejo, pois ouves todos os meus gemidos. Salmo 38.9

   Uma queixa dos dias modernos é a de que as pessoas se interessam cada vez menos umas pelas outras. Expressões do tipo “não tenho com quem falar”, “ninguém liga pra mim” e “estou cansado de ter que resolver tudo sozinho” são cada vez mais comuns. Em alguns casos elas levam isso ao extremo, o suicídio. Situação tão preocupante que, para a prevenção do suicídio, foi criado o “setembro amarelo”.

   Infelizmente a situação relatada acima vem se tornando corriqueira e, por isso mesmo, preocupante. Esse sentimento de solidão não é característica apenas dos tempos atuais.

Estou completando 45 anos de pastorado no final deste ano e, nesse período, acompanhei muitos casos de pessoas em situações extremas. Também oficiei sepultamentos de suicidas, que tomaram essa atitude por “n” motivos: homens, mulheres, jovens, pessoas de meia-idade e idosos.

   Casos recentes ocorridos com ministros do evangelho ligaram o sinal “vermelho” (já nem é mais amarelo). Grupos de reflexão vêm tratando o tema pelas redes sociais, como o WhatsApp, por exemplo. São formas de tentar oferecer um ombro amigo e um espaço para diálogo. Assim tem sido com livros, filmes, ciclos de palestra e trabalho de profissionais da área psiquiátrica. De fato não dá para “fechar um olho”, muito menos os dois, e dizer que esse assunto não tem nada a ver conosco.

O lema do mês é parte da oração de alguém angustiado pelo sofrimento que busca a Deus, quem sabe, como último recurso. Expressões fortes estão nesta oração do capítulo 38 dos Salmos. Vejamos:

“O meu corpo todo está enfermo por causa das minhas maldades” (v. 3)

“Estou muito abatido e encurvado e choro o dia todo” (v. 6)

“Sinto-me profundamente abatido e desanimado” (v. 8a)

“O meu coração está aflito, e eu fico gemendo de dor” (v. 8b)

“Ó Senhor, tu sabes o que eu desejo, pois ouves todos os meus gemidos” (v. 9)

   Que bom que o salmista reconhece que, em meio às dificuldades que o assolam, ele tem alguém que “ouve os seus gemidos“. Parece que a busca pela ajuda de Deus está oculta na expressão “tu sabes o que eu desejo“. Ou, como ele mesmo, o rei Davi, coloca em outra oração (Salmo 139): “Ó Senhor Deus, tu me examinas e me conheces. Sabes tudo o que eu faço e, de longe, conheces todos os meus pensamentos...“

   Mas segue a pergunta: Por que, apesar desse conhecimento de Deus, pessoas entram em depressão, estresse e sofrimento causados pela solidão? Penso que o motivo número um é porque somos pessoas, indivíduos, gente, e não super-heróis que “tiram tudo de letra“, que facilmente sabem “dar a volta por cima“. E, apesar de sermos “indivíduos“, somos pessoas coletivas, para viver em comunidade, que precisam umas das outras. E não conseguir viver essa realidade, angustia, sufoca e provoca “gemidos“ como ora o salmista.

   Os tempos são difíceis. Piores ainda se são vividos no isolamento e não no partilhar. Bem nos lembra o hino 418 (HPD 2): "Amigo, nunca te esqueças: nas horas tristes da vida, torna-se meia a tristeza, se for com alguém dividida".


Palavra do Pastor Sinodal:

Eleição e Vocação
1 de Out. de 2018

 A campanha eleitoral que antecede as eleições no país chega a seu ponto mais alto em outubro. Nesse mês também será definida a nova Direção de nossa Igreja, em nível nacional, para os próximos quatro anos. Quero chamar a atenção para outras duas eleições que também terão lugar neste ano. Em novembro, será definido o novo Conselho de nosso Sínodo e, entre seus participantes, será escolhida uma Diretoria, que terá o mandato de quatro anos. Além disso, em breve as comunidades e as paróquias escolherão as pessoas que dirigirão seus caminhos nos próximos dois anos.

Na minha atividade pastoral, já participei diretamente de muitos processos de eleição. Deles tirei algumas lições e conclusões.

Na Igreja, a eleição para um cargo de direção sempre está relacionada ao tema da VOCAÇÃO. Vocação é o chamado de Deus. E o chamado de Deus pode vir de diversas formas. Vem por meio de pessoas. Vem pela oração. Vem pelo envolvimento com a Palavra de Deus e com a vida comunitária.

Aceitar, ou não aceitar, determinado desafio não é algo novo na história de Deus com seu povo. Muitas pessoas que Deus chama, num primeiro momento rejeitam o chamado, procuram desculpas, resistem. Mas Deus insiste, até a Sua vontade se cumprir.

Assim foi com Moisés. Ele se se sentia muito bem sendo pastor de ovelhas. Certo dia, Deus o chamou para voltar ao Egito. Lá, teria a tremenda tarefa de liderar o povo hebreu na sua saída da escravidão para a liberdade. Alegou muitos motivos para não ir. Disse, inclusive, que não sabia falar. Depois de muita luta consigo mesmo e com Deus, Moisés foi. E liderou o povo, em nome de Deus.

Jeremias foi chamado para ser profeta, num momento difícil da história do povo de Israel. Alegou muitos motivos para não ser profeta. Disse que era muito jovem, que não tinha preparo. Depois de muita luta consigo mesmo e com Deus, Jeremias foi. E 

Como Moisés e Jeremias, também entre nós há pessoas que são chamadas para assumir determinadas tarefas. Inicialmente resistem à indicação, ao chamado. Mas finalmente concordam.

Também há pessoas que são indicadas para abraçar uma causa e logo aceitam o desafio. Eis o exemplo de Davi, um jovem pastor de ovelhas. Foi chamado a defender seu povo numa guerra, tendo que enfrentar nada mais, nada menos, que o gigante Golias. Conhecia seu potencial e confiou em Deus. E venceu. Anos mais tarde, tornou-se o maior de todos os reis que Israel já teve.

Há pessoas que não querem assumir nada na comunidade. Não aceitam, apesar da enorme pressão para que mudem de ideia. Na Bíblia há muitas passagens, inclusive histórias contadas por Jesus, que descrevem a reação de pessoas que rejeitam convites feitos por Deus.

Ao escolher seus discípulos, Jesus não chamou somente as pessoas mais letradas e influentes. Convidou pessoas que tinham perfil para segui-lo. Costuma-se dizer: Jesus não chamou os preparados, mas preparou os chamados. Em outras palavras: as pessoas humildes que Jesus chamou não estavam preparadas para a missão que Ele lhes daria, mas Ele preparou muito bem as pessoas que chamou. Acompanhou-as. Guiou-as. Mais tarde, enviou-as ao mundo. Fortaleceu-as. E colocou-se a seu lado, pelo poder do Espírito Santo. E isso vale até hoje.

Quando você for chamado para determinada tarefa na Igreja, procure não rejeitar o convite de imediato, nem para sempre. Antes: avalie seus dons e sua capacidade. Reavalie seu tempo e suas condições. Ajude a definir em que função você poderá render mais e melhor. Busque formação, e ela será oferecida. Ajude a integrar uma equipe e invista o que há de melhor em você para que essa equipe seja coesa, determinada e fraterna.

Então você sentirá o que tantas pessoas já sentiram no passado e sentem hoje: a alegria que há em colocar tempo, talentos e tesouro aos cuidados de Deus e a serviço de outras pessoas. A alegria de servir a Deus e às pessoas próximas e necessitadas não tem preço!

 

                                                                       Edson Edilio Streck

                                                                           Pastor Sinodal 

 

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