Mensagens

Senhas diárias:

17 de Out. de 2017

Joel 2.32 – Todo aquele que pedir a ajuda do Senhor será salvo.

Lucas 11.9 – Batam, e a porta será aberta para vocês.


Lema do mês:

Outubro de 2017

Lucas 15.10 – Os anjos de Deus se alegrarão por causa de um pecador que se arrepende dos seus pecados.


Meditação do mês:

Outubro de 2017

Deus quer salvar todas as pessoas!

Eu vos afirmo que, de igual modo, há júbilo diante dos anjos de Deus

por um pecador que se arrepende.” Lucas 15.10

 

Em muitas ocasiões, Jesus agia de tal forma que irritava os líderes religiosos de sua época. Enquanto esses desprezavam muitas pessoas, ele recebia de braços abertos todos os que procuravam a sua ajuda e tinham ouvidos abertos para seus ensinamentos.

Entre os que vinham para ouvi-lo estavam os cobradores de impostos, as pessoas de má fama, pessoas excluídas da sociedade, os impuros, os pobres, os pecadores. E, enquanto os líderes religiosos se mantinham afastados desses, Jesus não só os recebia, como também os ouvia e sempre tinha uma palavra de orientação para cada pessoa.

Para justificar a sua maneira de agir, o Mestre conta três parábolas: as da ovelha, da moeda e do filho que estavam perdidos, mas depois foram achados. Através delas Jesus mostra que veio ao mundo para salvar os desencaminhados, os imperfeitos, os perdidos, os pecadores, oferecendo-se para ajudar todos os que reconhecem seu estado espiritual desesperador e buscam sua ajuda.

Jesus não despreza ninguém. Ele quer que todas as pessoas se arrependam dos seus pecados, confiem Nele e recebam perdão, verdadeira vida e salvação eterna.

Cabe aqui um olhar para dentro de nós mesmos, para a nossa vida, para o nosso íntimo, questionando onde nos encontramos diante dessas parábolas: Sou eu uma pessoa pecadora, que precisa arrepender-se, ou sou boa e perfeita e não preciso disso?

Em muitos momentos da vida, ficamos com a segunda opção. Pensamos que somos perfeitos, assim como pensavam os mestres da lei que criticavam Jesus pelo fato dele receber pecadores e comer com eles (v. 2). Contudo Jesus não é amigo dos orgulhosos, que pensam que são justos e não precisam arrepender-se, mas se aproxima dos humildes que reconhecem que sozinhos não conseguem viver uma vida nova.

Jesus recebe e ajuda aqueles que reconhecem seus pecados, aqueles que sabem que precisam de perdão e que se arrependem. Há alegria no céu quando um pecador se arrepende! Deus alegra-se com nosso arrependimento.

Ele é o bom pastor que busca e salva a ovelha perdida. Ele vai atrás de cada um de nós e, quando nos encontra, há grande júbilo no céu, porque Jesus Cristo veio para salvar a pessoa pecadora, ele veio para salvar todos nós.

Essa alegria de Deus não se limita a nós. Ele quer senti-la na convivência com todos. Quer alegrar-se, encontrando todos os que se encontram perdidos. Aí entra nosso testemunho. Tal como convivia com publicanos e pecadores, Jesus hoje convive conosco na comunhão eclesial graças à ação do Espírito Santo pela Palavra e pelos sacramentos. Por esses meios Deus segue encontrando os perdidos. Compartilhemos essa alegria com outras pessoas, na certeza de que o nosso arrependimento é aceito por Jesus.

Pa. Franciele Kogler Bartz

Comunidade Redenção – Novo Hamburgo


Palavra do Pastor Sinodal:

Mais 500 anos de Reforma?
29 de Set. de 2017

 

Será possível? Talvez seja mais importante fazer a pergunta: Serão necessários mais 500 anos de Reforma?  

O mundo da tecnologia avança. Aguça os desejos humanos na busca por algo novo. No novo buscam-se respostas para os anseios da humanidade. O conhecimento digital dobra a cada dois anos no mundo, e o volume já é fantástico. As inovações em todas as áreas surgem a cada dia. Profissões novas surgem, enquanto profissões centenárias e até milenares desaparecem. A insegurança dos jovens diante do futuro é enorme, mas é deles a enorme confiança de que a tecnologia trará soluções para a produção de alimentos, transporte, saúde, produção de energia, regeneração da natureza destruída, bem-estar e lazer.

 Estamos celebrando e reconhecendo a importância histórica e, acima de tudo, teológica dos primeiros 500 anos da Reforma Luterana. Ela foi fundamental para a história do desenvolvimento do Ocidente, porque transformou a realidade política, eclesial, econômica e teológica.  Aliás, é pela ruptura teológica que, usando um termo da moda, aconteceu a desruptura dos sistemas eclesial e teológico, trazendo e forçando a criação de algo novo, que, depois de 500 anos, ainda é importante.

Talvez não se saiba dizer de modo significativo para as pessoas deste tempo o que Lutero descobriu a partir de seu sofrimento pessoal. A descoberta do evangelho e as ideias advindas dessa descoberta influenciaram o mundo.  Ele leu o seu tempo, discutiu ideias, formulou rumos na educação, na antropologia e cometeu erros. Mas o principal acerto foi que a resposta às angústias da humanidade foi dada por Deus e estava na manjedoura, no berço de palha.  Ele escreve: “Abandona a tradição, a filosofia e a lei divina e corre, depressa, à manjedoura e ao regaço da mãe e agarra aquele menino e filhinho da virgem e o olha com admiração, nascendo, mamando, crescendo, vivendo entre os seres humanos, ensinando, morrendo, ressurgindo, elevando-se sobre todos os céus e tendo autoridade sobre todas as coisas” (Martim Lutero: Bíblia Sagrada com reflexões de Lutero – Colossenses 2.9)

Carlos Drumond de Andrade escreve no poema “O Homem; As viagens” que o homem, sempre insatisfeito, vai à Lua, colononiza a Lua, Marte, Venus, Júpiter e continua insatisfeito. Em cada planeta, o ser humano repete o mesmo comportamento e continua insatisfeito. E o poeta pergunta: “Ao se acabarem todos (os planetas), só resta ao homem (estará equipado?) a dificílima, dangerosíssima viagem de si a si mesmo: pôr o pé no chão do seu coração, experimentar, colonizar, civilizar, humanizar o homem, descobrindo em suas próprias, inexploradas entranhas a perene, insuspeitada alegria de con-viver”.

Sim, há espaço para mais 500 anos de Reforma, porque sem chegar à manjedoura o ser humano, mesmo com todos os avanços tecnológicos e soluções que encontrar para os seus dramas, continuará insatisfeito, inseguro com o sentido da sua vida e a consciência da sua morte. O que precisamos fazer é ajudar esse ser humano insatisfeito e errante a encontrar o menino da majedoura, o Cristo crucificado e ressuscitado por Deus. Nele está o sentido de mais 500 anos de Reforma!

P. Carlos E. M. Bock

Vice-Pastor Sinodal

IECLB

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